Primeira vez que joguei RPG de mesa!!!

Pois bem, aqui é Thomas Magno, o Dungeon Master que lhe escreve este post! Hoje falarei da primeira vez que joguei RPG!

Eu era muito ridículo, pois carecia de experiência mas até que consegui ir melhorando com o tempo… Enfim, vou começar do momento quando meu irmão me apresentou-me e explicou-me como jogar RPG. Era um belo dia quando eu decidi ir a casa de meu mano mais velho. Na ida, enquanto ele me levava de carro, ele me contou que quando ele era moleque costumava matar as aulas de educação física para jogar RPG com os amigos. Eu, curioso, demonstrei interesse e ele prosseguiu falando das aventuras que ele tinha EM SALA DE AULA (aquele momento no final do ano que você tem nota suficiente pra tirar 0 na próxima prova).

OBS: Eu não aconselho vocês a fazerem isso se não se sentirem seguros com suas notas, pode dar uma treta imensa! hahaha.

Segundo meu irmão, ele se juntava com os nerds RPGistas no fundo da sala. Aí eles levavam dados e narravam a história por bilhetes… Diz se o cara não era um ninja pra jogar isso em sala na base dos bilhetes. Enfim, não vou me aprofundar nisso pois faz muito tempo que tivemos essa conversa e eu posso acabar me equivocando. Eu lembro apenas que, depois disso, ele me explicou o que é o RPG de mesa.

meme_pcDepois eu cheguei na casa do meu irmão e, durante a noite, ele ficou na frente do PC preparando umas fichas, roteiros e monstros. Eu desconfiei, mas fiquei de boa, preparei meu colchãozinho e fui dormir. No dia seguinte, nós saímos e fomos ao shopping, lá ele acabou encontrando com um velho amigo dele. Meu irmão então sacou umas fichas, uns dados e papéis… Enfim, começamos a jogar!

O primeiro jogo

Ah, quem diria que meu primeiro contato com RPG de mesa seria num shopping, na mesa de uma cafeteria! Meu irmão tinha bolado uma trama em que, no universo daquela aventura, os elfos haviam perdido suas alianças e a existência de sua sociedade era ameaçada pelos orcs. A linha tênue entre a  paz e a guerra que arrasaria a raça élfica estava quase se rompendo… Confesso que eu sempre gostei dos elfos então me senti um pouco nervoso e disposto a salvá-los quando ouvi isso. Meu irmão era o mestre, eu e o amigo dele éramos jogadores, um arqueiro e um guerreiro.

cidadeComo eu e o amigo do meu irmão éramos elfos, decidimos ambos salvar a nossa sociedade. Meu maninho começou a narrar… Nós estávamos (na história) frente aos muros de uma cidade, vestindo um capuz para esconder nossas orelhas (símbolo de um povo perdido). Lá adentramos a procura de um velho estudioso que defendia nossa raça e poderia nos ajudar a recuperar as alianças de nosso povo. Para nossa infelicidade, tal homem estava na parte mais interna da cidade que era protegida por altos muros e tornava muito difícil a nossa passagem.

– Vocês avistam uma mulher com aparência nobre aproximar-se.- Disse meu irmão.

– Eu peço licença e começo uma conversa- Respondi, mas logo ele pediu que eu rolasse um dado para averiguar se eu pareceria convincente em minha abordagem. No fim das contas ela me deu ouvidos, e eu perguntei o que havia na parte mais interna da cidade.

– Nada que interesse a um grupo de estranhos encapuzados- Respondeu ela com olhar grosseiro e cheio de suspeitas.

Eu reagi da forma mais idiota possível quando percebi que não poderia adentrar lá convencionalmente. Decidi que nós, de alguma forma, pularíamos o muro. Então, depois de tomar tal decisão eu fiz essa tola pergunta àquela mulher:

– Eh… Bem… você saberia me informar se há muitos guardas na parte mais interna dessa cidade? Se por acaso eles perceberiam alguém pulando o muro? E aliás, qual a pena por invasão aqui?

digitando

O Gif acima é você lendo o que eu perguntei àquela mulher (ou não). Não precisa ser um gênio para ver que essa não foi a melhor pergunta que eu podia fazer, né? Essa foi a coisa mais suspeita que eu poderia ter dito naquele dia. Pois bem, a mulher ameaçou chamar os guardas se eu insistisse no assunto.

Após isso eu não me lembro exatamente do que aconteceu (tenho vagas lembranças de que nos metemos em encrenca), mas lembro que nós não terminamos a nossa aventura. Nesse dia eu aprendi a gostar de RPG e a ser menos suspeito quando fizer uma abordagem daquelas… Devo agradecimentos a meu irmão, Magnun, e ao amigo dele (também meu amigo) Leandro.

Por hoje é só galera, se gostaram desta trágica (porém nostálgica e necessária) história, divulguem e comentem o que vocês acharam da minha pergunta àquela vagabunda  nobre dama.

Thomas Magno

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