Analisaram Memórias de um Nobre!

Olá, aqui é Thomas Magno, o Dungeon Master e escritor que está fazendo este post.
Bem, hoje eu queria deixar aqui um texto que recebi de um escritor e poeta chamado António Corvo, em que ele analisou Memórias de um Nobre (todos os quatro capítulos incluídos). Eis o texto dele:

Oi Thomas, li os quatro capítulos. Bom, eu faço análises e críticas literarias profissionalmente, mas posso dar uma impressão do que li e algumas dicas. Antes de mais nada, eu direi o que sempre digo a todos que me encomendam consultoria e também nas minhas oficinas de escrita criativa: esta é somente UMA opinião entre várias outras que vão aparecer pelo caminho. Ok? Então vamos lá.

Primeiramente o que importa: gostei do tema e do jeito como você conduz a narrativa no plano da ideia, do conceito. De fato, acho mesmo que você conseguiu captar a essência da literatura gótica. Boa criação de cenários e contextos. Ou seja, você tem indiscutivelmente talento e agrada no gênero.

Vi, entretanto, alguns problemas que atribui a uma possível falta de experiência, portanto, são coisas absolutamente normais e que até já estejam resolvidas, já que você me disse que o texto tem tempo.

Há uns erros de gramática. Nada gritante ou que um bom revisor não corrija. O problema é que a pontuação trava um pouco a narrativa. Não flui bem em certos momentos. Existem palavras como “tal” e expressões como “após isto” que não são legais de jeito nenhum, matam a narrativa, ela fica muito recortada artificialmente. É preciso desenvolver mais essas passagens de tempo ou simplesmente passar para a fase de tempo seguinte, sem dizer que está passando, o leitor entenderá.

Há uma claríssima e evidente influência ao Corvo, do Poe. Isso não é ruim, todos temos influências. Eu mesmo sou influenciado por ele e não é pouca coisa, mas, se a obra não for diretamente ligada ou pelo menos declaradamente influenciada por um autor ou por uma obra, a transparência e a homenagem atrapalham. Você não vai querer que as pessoas enxerguem o Poe num livro seu, vai? Quer dizer, pelo menos não a ponto de esquecerem que estão te lendo e ficaram só com o Poe na cabeça. Então, cuidado.

Acho que a historia é boa o suficiente para ser mais longa, mais trabalhada, para ser mais literária. Ficou curta, foi rápida, e merecia mais detalhes> Você é um bom construtor de cenas e descreve bem os contextos. Trabalhe esse dom e essa facilidade.

Menção mais do que honrosa para o sensacional trecho “fazendo voar em sua imaginação um universo de suspeitas”. Muito bom mesmo!!! E não é do Poe, percebe?

Por fim: Thomas e Irmão Maldito são muito óbvios ao contrário. Tá certo, tinha o lance da Alquimia e tal… mas tava muito óbvio. Se ainda houvesse um espelho na história ou que fosse importante na história ou no quarto do Thomas e daí algumas coisas fossem ao contrário, como os nomes, tudo bem, mas assim, solto, foi fácil. Nomes normais funcionariam melhor. Mas, tudo bem, vou atribuir à inexperiência, é uma coisa legal das primeiras vezes que a gente escreve, eu sei disse, já fui jovem e já escrevi quando era jovem! rsrs. E também fui DM, então sei como são os primeiros passos.

Bem, mas o que interessa, repetindo, é que você tem o talento necessário para literatura gótica e eu gostei. É preciso só o suor literário mesmo, que vem com o exercício e com a reescrita. Ok?

Abraço pra ti.

Com isso eu o agradeci pela análise e concordei com a crítica. Não quero ser uma sombra do Poe, de fato não quero que o enxerguem em meu lugar (mas sua influência é indiscutível). Quanto ao Samoht, tenho motivos para ser Thomas ao contrário… No decorrer da história, eu me coloquei nela e fiz o personagem reagir como eu reagiria. Por curiosidade, eu tenho uma cicatriz n braço assim como Samoht, ele é meu reflexo na história, mas é realmente inútil citar “Oamri Otidlam” no texto. Fiquei muito feliz por ele tê-la analisado e por ter gostado. As críticas feitas são dicas para melhorar quando são bem feitas como estas. E realmente sou inexperiente quanto a narrativa, tenho só 15 anos e não sou nenhum escritor, sou só um garoto que gosta de contar histórias… Mas cuidarei para que sejam cada vez melhores.

Para quem não conhece o António Corvo, ele costuma postar poemas em páginas de escritores  e  em seu blog A Ilha do Corvo. Dê uma olhada lá depois, a poesia agrada muito os apreciadores. Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer os leitores e amigos que ajudaram na divulgação do blog e de nossas histórias. Fico feliz em tê-los aqui no blog do OAA.

OBS: Se você leu OAA e pensou em oxalacetato, dá um tempo e relaxa aí com o Ciclo de krebs ¬¬. Eu hoje a declaro como sigla para pra Our Age of Adventure.

Thomas Magno

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