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Total Annihilation: Kingdoms

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Olá, eu sou Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este post! Hoje falarei sobre um dos jogos da minha infância, o TA: Kingdoms (Total Annihilation: Kingadoms).

Pois bem, este jogo foi lançado em 1999  pela Cavedog. A história é sobre um império que prosperava com seu governador supremo Garacaius até o dia em que este sumiu misteriosamente. Seus quatro filhos: Elsin, Thirsha, Loken e Kirenna lutarão para assumir o trono da lendária terra de Dárien. Cada filho de Garacaius liderará as suas áreas de influência contra a de seus irmãos gerando uma guerra colossal.

Elsin governa o povo de Aramon, um reino extenso e rico que conta com exércitos e cavalarias poderosas. Já Thirsha reina na selvagem terra de Zhon e lidera uma horda de bestas que vive nas florestas. Sua irmã, Kirenna tem o controle do arquipélago de Veruna, uma grande potência marítima. E por último mais sombrio: Lokken é o Imperador das terras negras de Taros, onde os mortos levantaram-se das tumbas para ajudá-lo a dominar Dárien (ele é tipo um necromante).

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O jogo é de estratégia e, em alguns pontos, torna-se levemente desafiador. A questão gráfica era aceitável para a época mas hoje em dia são um pouco atrasados, nada que vá afetar muito o gameplay pois este é um fator bem positivo na minha opinião. Jogar pela campanha é bem legal, as missões são bem boladas e, aos poucos, o jogador começa a se apegar mais a um reino específico (como Aramon, no meu caso).

A lógica do jogo é construir loadstones, criar construções, tropas e vencer a guerra. Mana é o recurso básico deste jogo, pois tudo que o monarca constrói, na verdade, é conjurado por ele. Para que se recarregue os estoques de mana deverão ser construídas rochas chamadas loadstones ao redor de um círculo mágico (similar a uma stonehenge), que extrairão a magia de tal círculo e a fornecerão ao monarca.

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Poder jogar com quatro reinos destintos é extremamente legal, pois você começa a descobrir técnicas para cada um dos reinos que são únicas (além de conhecer suas construções e unidades). Aramon tem unidades fortíssimas como os titãs e as trebuchets. Zhon tem tropas animalescas, não possui muitas construções e tem diversas unidades aéreas como as harpias, águias gigantes, dragões e afins. Taros possui construções mórbidas e hordas cadavéricas, que contam com unidades fracas mas baratas.
OBS: Sobre taros… eles tem uma unidade chamada “Caged Demon”, que eu odiava! Essa coisa tem um alcance muito longo e ficava destruindo minhas loadstones, hehe.

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Uma coisa que gostei muito neste jogo foi a trilha sonora muito bem feita, é simplesmente harmonioso ouví-las. Em contrapartida, alguns efeitos sonoros não tiveram esta qualidade. O jogo também conta com o fator multiplayer (embora seja bem difícil configurá-lo), que é bem legal. Sério, jogar este jogo com um amigo não tem preço. Recomendo muito que joguem!

TA: Kingdoms chegou a receber uma expansão chamada “Iron Plague”, que conta a história de quando eles encontraram terras desconhecidas, onde o homem já havia descoberto a máquina a vapor e estava quase na era moderna. Esta nova civilização chama-se Creon e torna-se jogável. Nunca zerei a expansão T.T

Infelizmente, alguns anos depois Cavedog acabou vendendo os direitos autorais pra Atari, que nunca deu continuidade à série (e nem ligou muito pra ela). Neste caso, comprar o jogo torna-se difícil e realmente fica mais viável baixá-lo por aí na internet. Pra minha felicidade e meu orgulho, meu irmão me deu um CD original que ele comprou anos atrás 😀

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Este foi mais um post sobre videogames! Se você gostou divulgue o blog e diga o que achou nos comentários abaixo. Muito obrigado pela colaboração e até a próxima!

Thomas Magno

Legend of Grimrock

Olá, eu sou Thomas Magno, o Dungeon Master que lhe escreve este post! Hoje falarei sobre Legend of Grimrock,  um jogo estilo dungeon crawl, que me surpreendeu muito! Ele está disponível para Mac, Linux e Microsoft Windows.

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Este jogo 3D em primeira pessoa é, sem dúvida, a ressurreição do estilo dungeon crawl, aplicada a gráficos excelentes e uma jogabilidade desafiadora. A começar pela história… no jogo você faz parte de um grupo de prisioneiros que está sendo levado a uma montanha através de um dirigível. Lá, você é jogado numa dungeon (melhor traduzida como “masmorra”) para pagar por seus LoG grupocrimes de outrora. Só que não é uma dungon qualquer, ela fica no Monte Grimrock, que é enormemente alto. Segundo a história, muitos foram sentenciados ao mesmo destino, mas nenhum deles conseguiu escapar de lá vivo. Os guardas te guiam ao local, te jogam num abismo localizado no topo da montanha, tal passagem lhe leva a masmorra na qual você apodreceria… Então os guardas deixam o local.

Começando o jogo, você controlará um grupo de quatro prisioneiros que tentarão descender da montanha até sua base e então, obter liberdade.

Antes da introdução do game, você tem a possibilidade de criar e editar os quatro prisioneiros que você controlará até o fim do jogo. Existem basicamente três classes, que são: lutador, mago e ladrão. Já as raças foram o que mais me intrigaram pela falta de elfos, anões e muitos outros. É possível jogar com apenas: Humano, minotauro, insectoide, e lizardman (é como se fosse um réptil humanoide). Particularmente, eu desaprovei a variedade e qualidade de raças disponíveis para jogar, pois convenhamos que é meio bizarro jogar com insetos ou répteis humanoides.

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Após o início do jogo, você notará a qualidade gráfica, o jogo conta com ótimas texturas e efeitos de luz e sombra! Além dos aspectos gráficos, os efeitos sonoros não são pra menos, combinam muito com o ambiente, mas não impressionam tanto quanto os gráficos.

O fator gameplay, na minha opinião, é o ponto forte do jogo. Ele é extremamente rico em desafios que te fazem quebrar a cabeça por horas, conta com muitos enigmas nas runas inscritas em paredes e até mesmo fenômenos místicos. Tais fenômenos organizam-se em sequência LoG 1para lhe levar a um outro puzzle. Muito tempo você gastará nesse jogo, pois ele não é o tipo que tem combate fácil e puzzles difíceis, tudo nele é difícil! Muito mais difícil do que o Trine, que recebeu uma review nossa. Logo no início, o jogo revela que até a menor rocha da parede a sua frente pode ser pressionada como um botão e abrir um caminho secreto para sua fuga. E isso não é nada quando você se depara com as fases mais a frente. Por isso é necessário ser atencioso e perceber os menores detalhes. De qualquer forma, fique preparado para descer porrada nos inimigos, decifrar enigmas, puzzles e achar caminhos escondidos!

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O jogo conta com vários itens que podem ser encontrados pela masmorra, desde amaduras e espadas até cajados e ervas com propriedades mágicas, tais ervas podem ser utilizadas por um mago para produzir poções, se você tiver um frasco para guardar o composto. Os personagens contam com um sistema de atributos, que podem ser melhorados a medida que se avança de nível. Os atributos também podem ser modificados pelos efeitos dos itens equipados.

scroll- mageO jogo também permite a conjuração de magias pelo mago(a) do grupo. A conjuração é orientada pela sequência de runas mágicas, podendo ter efeitos como: bolas de fogo, nuvem de veneno, congelamento, e vários outros. A utilização de habilidades mágicas custara pontos de mana de quem conjurá-las

O estilo de movimentação é extremamente clássico e old school, o grupo se movimenta em grid. Esse sistema de movimento lembra muito uma peça em um tabuleiro, se você pessionar o botão de andar, o grupo avança um quadrado, se você apertar um vez o botão de voltar, o grupo retrocede um quadrado e assim por diante. Em minha opinião, isso foi um aspecto positivo pois o deixou ainda mais fiel aos antigos jogos de dungeon crawl.

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Uma outra coisa que me decepcionou no jogo foi a animação de alguns itens caindo que ficou ridiculamente mal feita, se você atirar uma faca na parede, você perceberá que ela colidirá e cairá de forma nada natural. A animação de queda ao chão é nada sutil e muito abrupta.

Ah, quase me esqueci de uma coisa que me orgulhou nesse jogo. Logo no início, quando você clica em “New Game”, ele te dá a opção de escolher o modo old school. Tal modo não disponibiliza mapa, perfeito para aqueles que curtem pegar um lápis, papel, borracha e bancar o cartógrafo. Essa opção dificulta muito o jogo.

Este foi o review de Legend of Grimrock. Espero que tenham gostado, caso tenham, deixe o seu comentário, compartilhe e curta nossa page no facebook (https://www.facebook.com/ourageofadventure), pois assim vocês ajudam muito na divulgação e fazem valer o esforço para publicar :).

Cordialmente, Thomas Magno.

 

 

 

Trine, vale a pena?

Aqui é Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este post!

Pois bem, este será o primeiro review de videogame do blog! Hoje falarei sobre um jogo chamado Trine.

Esse jogo está disponível para Windows, Mac Os e Linux e conta com gráficos surpreendentemente ricos para seu estilo 2D . Durandragte o jogo você pode contar com três personagens, sendo eles: A ladra
(Zoya), o feiticeiro (Amadeus) e o cavaleiro (Pontius). Cada um deles possui diferentes habilidades que te ajudará a passar das fases, estas por sua vez, ficarão cada vez mais desafiadoras.

O jogo possui uma trilha sonora bem harmoniosa, gráficos charmosos e uma física bem realista. A física do jogo, além de ser muito bem sentida durante o controle dos personagens, pode ser observada em detalhes como a trajetória parabólica das flechas ajustada à força feita para atirá-las (podendo ir mais longe ou não). O jogo soube explorar muito bem as paisagens em terceiro plano, que não carecem de detalhes. As cenas possuem iluminações belíssimas e, em alguns casos, desfoca os objetos muito distantes, dando uma magia a mais ao jogo.
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O jogo começa com uma ladra, ela é ágil, maneja um arco e flecha e um grappling hook. A o arco e as flechas combinam com a personalidade furtiva da ladra e serão utilizados para combater as ameaças, cortar cordas, iluminar o caminho (com uma flecha flamejante) etc. Já o grappling hook é uma ferramenta com capacidade de lançar uma corda que gruda em superfícies de madeira e de alguns outros materiais, com isso a ladra pode escalar a corda ou balançar-se nela para saltar.

zoya-trine-2-game-mobile-wallpaper-1080x1920-6658-1677044710Logo depois da ladra atingir o final da primeira fase, você começa a jogar com o feiticeiro. Tal personagem possui o poder de conjurar objetos e manipular com sua magia alguns dos elementos não estáticos da fase. Com seu poder de criar coisas pode-se conjurar caixas e plataformas que o ajudará na exploração do jogo.

Após atingir o final da fase com ele, você começa a jogar com o cavaleiro. Este servirá para combates brutais contra as várias hordas de mortos vivos que você enfrentará durante o jogo. Ele é extremamente forte e consegue carregar grandes fragmentos rochosos.

Após terminar a primeira fase com todos os três personagens, por acaso, eles se encontram e alcançam um tesouro que possui propriedades mágicas. O que eles não sabiam é que tais propriedades uniriam as almas deles em um só corpo… A partir de então  você pode escolher entre as almas dos três heróis em praticamente qualquer momento do jogo, mudando portanto a natureza física deles. Em outras palavras, você pode jogar com os três personagens e mesclar a hora de usar cada um. Assim que você escolhe a alma de algum deles, como o feiticeiro por exemplo, você aparecerá com o corpo e as habilidades do herói escolhido. A troca é instantânea.

O jogo conta com um sistema de habilidades (estas podem ser melhoradas de acordo com o acúmulo de xp) e também de um inventário na qual você pode guardar itens mágicos encontrados pelas fases.

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O único pecado deste jogo é a incapacidade do feiticeiro de provocar dano eficientemente, ele não possui ataque algum, apenas magias para conjurar objetos ou manipulá-los. O máximo que pude fazer para matar uma ameaça com o feiticeiro foi conjurar uma caixa encima do inimigo e esperar para que ela caia encima dele e o mate. Por isso é mais vantajoso usar a ladra e o cavaleiro em batalha, a ladra para longas distâncias e o cavaleiro para ataques de curta distância.

No fim das contas, mesmo com uma pequena falha, o jogo é muito bom e eu o recomendo! Se você se interessou pelo jogo já sabe o que fazer, compre-o. Claro, também deve ser possível baixá-lo de graça em algum canto da internet, mas tenha em mente que assim você acaba desprezando um pouco o trabalho das pessoas que fizeram o jogo, ao invés de contribuir com eles. E afinal de contas, o jogo é encontrado por preços bem amigáveis por aí :D, vale muito a pena!!!

OBS: Eu recomendo comprá-lo no Humble Bundle

Cordialmente, Thomas Magno.