Arquivo da categoria: RPG

Aqui teremos dicas para mestres, jogadores e informações gerais a respeito da diversão predileta dos nerds.

A Batalha final: Necromancers VS Dark Team VS Light Team

Olá, sou Thomas Magno, o Dungeon Master que lhe escreve. Já faz um tempinho que isso aconteceu, mas gostaria de falar da vez em que muitas tretas rolaram no jogo de RPG.

Ao longo da história o grupo de aventureiros da nossa campanha começou a se fragmentar e, consequentemente, se dividiu; já eu (Dungeon Master) só observava a discórdia deles enquanto planejava a  um final emocionante. Com a divisão, os grupos se tornaram antagônicos e inimigos, um deles possuía um suposto livro mágico que deveria ser destruído e o outro buscava tal livro para se fortalecerem. Como o próprio objetivo deles era antagônico, não havia outra saída se não um embate entre ambos.

Como um dos grupos estava em direção a um vulcão para queimar o livro, o outro grupo que queria resgatá-lo foi ao seu encontro. Daí se formou o campo de batalha, frente aos dobramentos vulcânicos. O grupo que estava em posse do livro tinha a participação de Caio (ranger), Erick (mago) e Ovroc (um espadachim NPC meio trevoso que eu criei para dar assistência); já o grupo que buscava apoderar-se do livro tinha a participação do Sebastião ( Death Knight) e Arthur (Lich). Como se não bastasse, um terceiro grupo apareceu, este era formado por dois NPCs, sendo eles dois nercomantes.
Começou então a batalha estre os três lados.
Dark-medieval-knightEnquanto um grupo tentava atacar seu respectivo inimigo era constantemente surpreendido pelo terceiro, e sempre que tentava atacar o terceiro, era surpreendido pelo inimigo. Assim era muito difícil atacar e se defender ao mesmo tempo, o que resultou na morte de muitos personagens. No final das contas, os dois necromantes do terceiro grupo morreram, junto com o Lich do Arthur. Então restaram o Sebstião (DK) contra o Erick (Mago), Ovroc e Caio (Ranger), mas o Caio estava longe e o Erick estava batendo de frete com o Sebastião à beira do vulcão… Bem, todos nós sabemos que um mago tem resistência muito pequena para tomar porrada de um DK e muito fraco para atacar de perto, mas o Erick já não pensava em sobreviver mais, apenas em jogar o livro na lava e cumprir seu objetivo. Eu tava esperando a seguinte cena acontecer à beira do vulcão:
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Infelizmente não rolou e, para a sorte do Caio, o Ovroc chegou cumpriu os objetivos. Ele saltou e fez um ataque de área que feriu tanto o Erick quanto o Sebastião, fazendo-os cair no vulcão junto com o livro. No final das contas só o  Caio e o Ovroc sobreviveram para contar a história do objetivo que cumpriram.

Embora pareça uma batalha injusta (por questões numéricas), foi bem equilibrada pois os pontos de vida do Sebastião eram muitos e o Caio acabou o jogo quase morto. Apesar de tudo, todos os jogadores (inclusive os que tiveram os personagens mortos), gostaram muito da partida. Ao final, nós comemos pizza para comemorar o fim da campanha que já se estendia por mais de 12 horas (distribuídas em 2 dias). Foi simplesmente épico!

Muito obrigado a todos os leitores a aos meus players, Caio, Erick, Sebastião e Arthur.

Thomas Magno

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Conflitos entre jogadores

Olá aqui é Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este post! Hoje o assunto é sobre sobre Role Playing Game e uma interessante dica para os mestres :D.

Pois bem, é muito bom mestrar um jogo de RPG e ver o grupo se ajudar enquanto avança na campanha, mas também há uma outra coisa bem divertida que o mestre pode fazer com o grupo… Por acaso você já incentivou um jogador a trair o grupo por alguma causa? É disso que falarei hoje!

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Criar um objetivo final que encerra a campanha como encontrar um tesouro, resgatar alguém, trazer paz a uma cidade e afins é algo comum. Mas no meio dessa campanha, às vezes, é bem divertido tentar algum jogador com algo que possa levá-lo a agir por conta própria e ficar contra o resto do grupo. Assim, faz-se de um jogador um vilão e faz com que os jogadores se envolvam em sangrentas batalhas entre eles mesmos. Essa separação do jogador traidor promove uma fragmentação do grupo e da história. Isso é bem legal pois o clima na mesa de RPG começa a ficar pesado e a morte de alguns dos jogadores começa a ficar cada vez mais provável (seja o corrupto ou o resto do grupo)… Não gosto de matá-los, tudo bem… mas neste caso vê-los preocupados e interessados pela própria sobrevivência é bem divertido (sem falar que evita que os jogadores fiquem vacilando). Aqui estão alguns modos de aplicar isso numa história:

  • Oferecer para o paladino do grupo a chance de “ir para o lado nergro da força”, e se tornar um cavaleiro negro ou alguma variante do mesmo. Tenho leve preferência a fazer isso com paladinos, pois geralmente se espera lealdade deles, mas pode ser feito com qualquer classe e raça (dependendo do sistema e das regras da casa). Outra parte boa de corromper um paladino é que lembra a história do Arthas em Warcraft III (clássica).

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  • Fazer algum jogador se tonar rei de uma cidade ou território inimigo, fazendo-o travar uma guerra com os outros do grupo. Essa opção é boa se todos os jogadores tiverem origem numa mesma cidade, assim eles provavelmente a defenderão do taidor até o último suspiro.

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  • thief2Convencer o ladrão do grupo a roubar o tesouro e fugir com ele, quanto todos acharem que vão acabar a campanha. Daí você pode usar isso para estender as aventuras do grupo um pouco mais, pois todos vão querer ir em busca da cabeça do ladrão. Para convencer o ladrão a trair o grupo, além das riquezas, tente deixá-lo mais poderoso com algum artefato mágico e dê a ele a aliança de um NPC, tornando mais justa uma futura batalha com o resto do grupo.

Aconselho que a traição do jogador ocorra mais pro final da campanha, quando todos estejam precisando se unir ou na após dois terços da história. Com a fragmentação do grupo tome cuidado, é difícil narrar duas histórias (ainda mais quando um não pode saber o paradeiro do outro), por isso é bom fragmentá-lo somente no final (se não vai ficar complicado de narrar).  Faça a narração alternadamente sem informar exatamente onde o personagem traidor está. Descreva os lugares mas não cite nomes e, se for necessário dizer algo que os outros não podem saber, diga em particular somente para o jogador que precisa ouvir (para evitar que os outros ouçam, é bom aumentar um pouco o volume da música e falar baixo, no ouvido na pessoa).

Seja a vitória do grupo ou do jogador corrupto, o importante é que todos se divirtam na sessão de RPG. Então é bom envolvê-los emocionalmente no combate e promover uma sensação de parceria entre os integrantes do resto do grupo e um sentimento de vingança associada ao traidor.

OBS: Um segundo caminho interessante seria promover uma segunda traição dentro do grupo, onde um outro jogador os deixaria e se aliaria ao corrupto… Nesse caso a coisa fica mais tensa ainda, seria bom fazê-lo numa guerra.

Bem, este foi mais um post sobre RPG, espero que tenha gostado e que tenha te ajudado. Se curtiu comente aí embaixo o que achou e as suas ideias, ficarei feliz de lê-las. Não se esqueça de curtir a nossa página no facebook e até a próxima!
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Thomas Magno

Efeitos Sonoros – RPG

Hey, aqui quem fala é Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este post!

Pois bem, já faz um bom tempo desde a última vez que escrevi a respeito de músicas e efeitos sonoros para Role Playing Game. Para minha feliz surpresa, recentemente eu descobri algumas coisas que decerto despertarão a curiosidade de um mestre.

OBS: Veja o post anterior sobre este assunto clicando aqui.

Inicialmente, eu queria apenas compartilhar a descoberta de alguns sites que simulam sons de ambientes, mas aproveitarei para tecer alguns comentários a respeito. O primeiro deles é o Tabletop Audio (http://tabletopaudio.com/) que fornece músicas e efeitos sonoros para diversos tipos de ambientes diferentes, desde cavernas e florestas até Londres vitoriana. A qualidade impressiona bastante e conta com 53 músicas e  ambientes destintos, com a duração de aproximadamente 10 minutos cada. O conteúdo é bom e, esteticamente falando, o site é bem agradável. E além disso, é importante dizer que…. IT’S FREE!!!

tabletop audio

O segundo seria o Ambiance (http://ambianceapp.com/), um aplicativo para Smartphone que simula os sons de vários ambientes Seria basicamente o mesmo mas este não se prende a RPG, logo possui uma diversidade maior (mesmo assim prefiro o Tabletop Audio). O Ambiance aparentemente foca em sons diversos para fazê-lo relaxar, não para imersão . O problema é que ele é pago T.T.

Agora chegou a vez de um que, além de ser gratuito, é o meu favorito, o Ambient Mixer (http://www.ambient-mixer.com/s/rpg). Decerto você deve estar se perguntando o por quê da minha preferência… Pois bem, ele tem uma grande variedade, qualidade e permite você a “alterar” um pouco o som do ambiente. Esta alteração lhe permite aumentar o volume e a frequência de alguns efeitos da trilha sonora  (como o barulho dos morcegos, do fogo, dos pássaros, do lobos uivantes etc). Desta forma é mais fácil deixar o som de ambiente mais adequado ao momento. Além da qualidade e a possibilidade de “alterar”  os sons do ambiente, eles são um loop, ou seja, são cíclicos (não têm fim).

soundmixer

Por hoje é só, espero que isto lhe ajude e que tenham gostado do conteúdo. Dê uma passada nos links que eu deixei e aproveite para ouvi-los, garanto que não vai se arrepender! Aliás, aproveite para dar uma olhada e curtir a nossa página no Facebook (https://www.facebook.com/ourageofadventure), assim você pode ficar antenado sobre os posts semanais do OAA e datas comemorativas \o/ !

OBS: Se tiver alguma dúvida faça sua pergunta aí embaixo nos comentários, eu lhe responderei no mesmo  dia 😀 .

Thomas Magno

 

Zumbis e RPG

Olá, este é um outro texto sobre RPG e eu sou Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este fucking post!

Pois bem, todos nós conhecemos zumbis certo? Nem que tenha visto uma vez num filme ou jogo, todo mundo sabe do que se trata e como é o roteiro de toda (ou quase toda) aventura que os envolve.
Geralmente é um grupo de pessoas que tentam sobreviver e resistir aos ataques desses monstros. Para isso, eles buscam refúgio, facas, pistolas, granadas, metralhadoras, Chuck Norris etc.

Então, já faz um tempo que o Sebastião me sugeriu dar um tempo com a clássica aventura de fantasia medieval… Ele propôs que fizéssemos um RPG de Apocalipse Zumbi e sugeriu um sistema chamado “Shotgun Diaries”. Eu particularmente nunca joguei um RPG de zumbis, mas tenho alguns planos e metas para aplicar…

1ª Meta:  Eu não pretendo fazer com que os jogadores encontrem armamento no primeiro buraco que eles se esconderem. Eu simplesmente acho meio ridículo jogos de zumbis em que há todo tipo de arma e munição em qualquer canto (já reparou nisso? É só começar o apocalipse zumbi que aparecem armas até nas escolas, hehe)…
Pretendo bancar a época do “Resident Evil 2”, quando você tinha que se virar com poucas armas e balas. As armas serão mais facilmente encontradas em locais específicos como departamentos de polícia, quartéis do exército e afins… Isso fará os jogadores pensarem duas vezes antes de gastar balas.

RE2

2ª Meta: Após um bom tempo de jogo, os jogadores poderão encontrar um grupo de sobreviventes ligados ao exército. Junto a eles,  será possível preparar uma guerra contra os zumbis. Mas a guerra não perdoa falhas, em outras palavras, se o plano deles der errado, tudo pode acabar.

3ª Meta(nfetamina): Não vou restringir o arsenal de meus jogadores a armas comuns. Será muito difícil encontrar, mas haverá um local na cidade com um galpão de armas químicas e roupas especiais para utilizá-las…

mascaras de gas

Isso que acabei de dizer não é nenhum tipo de spoiler e nem estragará as aventuras dos meus jogadores, é apenas um preview de tudo. Muito ainda acontecerá! Erick, Caio, Sebastião, Arthur e Matheus, melhor que fiquem bem espertos na próxima aventura hehe.

Se você gostou desse post não se esqueça de compartilhar e comentar. Obrigado e até a próxima ^_^

Thomas Magno

Primeira vez que joguei RPG de mesa!!!

Pois bem, aqui é Thomas Magno, o Dungeon Master que lhe escreve este post! Hoje falarei da primeira vez que joguei RPG!

Eu era muito ridículo, pois carecia de experiência mas até que consegui ir melhorando com o tempo… Enfim, vou começar do momento quando meu irmão me apresentou-me e explicou-me como jogar RPG. Era um belo dia quando eu decidi ir a casa de meu mano mais velho. Na ida, enquanto ele me levava de carro, ele me contou que quando ele era moleque costumava matar as aulas de educação física para jogar RPG com os amigos. Eu, curioso, demonstrei interesse e ele prosseguiu falando das aventuras que ele tinha EM SALA DE AULA (aquele momento no final do ano que você tem nota suficiente pra tirar 0 na próxima prova).

OBS: Eu não aconselho vocês a fazerem isso se não se sentirem seguros com suas notas, pode dar uma treta imensa! hahaha.

Segundo meu irmão, ele se juntava com os nerds RPGistas no fundo da sala. Aí eles levavam dados e narravam a história por bilhetes… Diz se o cara não era um ninja pra jogar isso em sala na base dos bilhetes. Enfim, não vou me aprofundar nisso pois faz muito tempo que tivemos essa conversa e eu posso acabar me equivocando. Eu lembro apenas que, depois disso, ele me explicou o que é o RPG de mesa.

meme_pcDepois eu cheguei na casa do meu irmão e, durante a noite, ele ficou na frente do PC preparando umas fichas, roteiros e monstros. Eu desconfiei, mas fiquei de boa, preparei meu colchãozinho e fui dormir. No dia seguinte, nós saímos e fomos ao shopping, lá ele acabou encontrando com um velho amigo dele. Meu irmão então sacou umas fichas, uns dados e papéis… Enfim, começamos a jogar!

O primeiro jogo

Ah, quem diria que meu primeiro contato com RPG de mesa seria num shopping, na mesa de uma cafeteria! Meu irmão tinha bolado uma trama em que, no universo daquela aventura, os elfos haviam perdido suas alianças e a existência de sua sociedade era ameaçada pelos orcs. A linha tênue entre a  paz e a guerra que arrasaria a raça élfica estava quase se rompendo… Confesso que eu sempre gostei dos elfos então me senti um pouco nervoso e disposto a salvá-los quando ouvi isso. Meu irmão era o mestre, eu e o amigo dele éramos jogadores, um arqueiro e um guerreiro.

cidadeComo eu e o amigo do meu irmão éramos elfos, decidimos ambos salvar a nossa sociedade. Meu maninho começou a narrar… Nós estávamos (na história) frente aos muros de uma cidade, vestindo um capuz para esconder nossas orelhas (símbolo de um povo perdido). Lá adentramos a procura de um velho estudioso que defendia nossa raça e poderia nos ajudar a recuperar as alianças de nosso povo. Para nossa infelicidade, tal homem estava na parte mais interna da cidade que era protegida por altos muros e tornava muito difícil a nossa passagem.

– Vocês avistam uma mulher com aparência nobre aproximar-se.- Disse meu irmão.

– Eu peço licença e começo uma conversa- Respondi, mas logo ele pediu que eu rolasse um dado para averiguar se eu pareceria convincente em minha abordagem. No fim das contas ela me deu ouvidos, e eu perguntei o que havia na parte mais interna da cidade.

– Nada que interesse a um grupo de estranhos encapuzados- Respondeu ela com olhar grosseiro e cheio de suspeitas.

Eu reagi da forma mais idiota possível quando percebi que não poderia adentrar lá convencionalmente. Decidi que nós, de alguma forma, pularíamos o muro. Então, depois de tomar tal decisão eu fiz essa tola pergunta àquela mulher:

– Eh… Bem… você saberia me informar se há muitos guardas na parte mais interna dessa cidade? Se por acaso eles perceberiam alguém pulando o muro? E aliás, qual a pena por invasão aqui?

digitando

O Gif acima é você lendo o que eu perguntei àquela mulher (ou não). Não precisa ser um gênio para ver que essa não foi a melhor pergunta que eu podia fazer, né? Essa foi a coisa mais suspeita que eu poderia ter dito naquele dia. Pois bem, a mulher ameaçou chamar os guardas se eu insistisse no assunto.

Após isso eu não me lembro exatamente do que aconteceu (tenho vagas lembranças de que nos metemos em encrenca), mas lembro que nós não terminamos a nossa aventura. Nesse dia eu aprendi a gostar de RPG e a ser menos suspeito quando fizer uma abordagem daquelas… Devo agradecimentos a meu irmão, Magnun, e ao amigo dele (também meu amigo) Leandro.

Por hoje é só galera, se gostaram desta trágica (porém nostálgica e necessária) história, divulguem e comentem o que vocês acharam da minha pergunta àquela vagabunda  nobre dama.

Thomas Magno

Ambientes Sombrios

Olá, sou Thomas Magno, o Dungeon Master que lhe escreve este post!

Pois bem, hoje darei uma dica de RPG aos mestres (aos jogadores também, pois se você souber como o mestre pensa, melhor pra sua sobrevivência). Tentarei ser o mais breve possível e aproveitar até a última gota de inspiração que tenho guardada.

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Numa partida, é muito prazeroso ver que os jogadores ficaram receosos de agir por causa da descrição dada, ainda mais quando se encontram num castelo gótico durante a noite e quando a música de fundo lhes dá arrepios.

Para inciar a narração de uma cena como essa, primeiro desligue as luzes da sala onde joga e ascenda velas. Coloque uma música com toque triste, melancólico, que faça os jogadores ficarem sérios. Se você leu o post sobre músicas pra tocar durante o RPG, já sabe que usa-se, de preferência, músicas mais instrumentais e menos vocais.

castelo 1

No universo do jogo, para facilitar o clima de terror, é bom que a aventura se passe durante a noite, em um local suspeito e, se possível, mal iluminado. Um castelo antigo com salas amplas e becos longos em seu interior é basicamente perfeito… Aprimorando mais a ideia do castelo (pode ser uma mansão também), eu aconselho que os jogadores entrem nele buscando refúgio e acabem sendo recebidos por um nobre e solitário anfitrião. A partir disso, o jogo é seu, mas existem alguns caminhos clássicos a se seguir:

  • O primeiro seria a história onde os hóspedes são atacados pelo anfitrião, que não é quem eles acham que é. Ele pode ser diversas criaturas, como um lobisomem, vampiro ou apenas um psicopataO.O
    mesmo. Se possível, antes de eles descobrirem quem o anfitrião realmente é, faça com que os NPCs da história comecem a desaparecer ou a morrer misteriosamente. Os jogadores tentarão resolver o mistério analisando pistas e, a partir disso, crie situações de tensão onde eles tenham que se separar e passar por momentos de horror.
  • Já o segundo caminho seria o que o anfitrião possui um laboratório onde fazia experimentos misteriosos. A partir de então, na noite em que os jogadores estão hospedados, eles percebem a presença de algum ser macabro junto a eles (que seria oriundo dos experimentos do anfitrião). A presença do ser macabro pode ser demostrada por ruídos, NPCs morrendo misteriosamente, a aparição do  próprio ser etc. Crie uma situação que separe os jogadores em grupos menores e tenha criatividade para narrar momentos de tensão em que eles tenham que fugir (mas sem deixar o castelo). A luta contra o monstro faz com que eles fiquem mais corajosos, para evitar tal coragem, tente demonstrar a força do monstro a eles… se necessário, mate um dos personagens, para dar medo aos outros. No fim, faça com que os personagens se encontrem novamente e consigam, de alguma forma, matar a ameaça. Isso me lembra um pouco o jogo “Amnesia, The Dark Descent”. Se você já jogou Amnesia, simplesmente se baseie no jogo e fará bem.

macabro

OBS: Para os dois casos, se os jogadores tentarem fugir do castelo e abandonar todo o suspense que você criou, crie um barreira que os mantenha fechados no castelo.

Para dar um clima macabro aos NPCs do castelo, faça com que eles falem de uma forma mórbida e poética. Se quiser, recite um poema (mas não venha com poemas quaisquer. tem que ser algo que se enquadre no contexto e ajude no clima de suspense e horror), se seus jogadores compreendem bem inglês eu aconselho o início de “The Raven”:

“Once upon a midnight dreary, while I pondered weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
`’Tis some visitor,’ I muttered, `tapping at my chamber door –
Only this, and nothing more.’

Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; – vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow – sorrow for the lost Lenore –
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore –
Nameless here for evermore.”

Primeiras estrofes de “The Raven”.
Por Edgar Allan Poe

the raven

Este poema é bem sombrio e, lembre-se de adequar ao contexto histórico do NPC. Para a alegria do meu atual grupo, eu ainda não narrei nenhuma história macabra para eles, mas acho que eles merecem, uma vez que são o melhor grupo que tive.

Se você gostou do conteúdo e que ver a expressão dos meus jogadores, compartilhe, comente e dê um curtir na página do OAA (https://www.facebook.com/ourageofadventure), pois isso ajuda muito mesmo!

Thomas Magno

Guia do Jogador

Olá eu sou Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este fucking post!

Pois bem, para a alegria de todos, hoje começa o guia do jogador 😀

Formando o grupo

Inicialmente, se você quer jogar RPG de mesa você deve procurar um daqueles nerds da sua escola e chama-lo para conversar. Depois diga que está interessado em jogar com ele, e então ele juntará mais alguns outros nerds para formar o grupo. No entanto, caso VOCÊ seja o nerd da história, basta chamar os seus amigos e ir jogar (se é que você tem algum amigo).

OBS: Caso não tenha amigos, arrume sua vida social e depois pense em RPG.

Depois de formar o grupo, combine o lugar do jogo, a hora e o sistema. Geralmente é bom jogar em um espaço amplo e com uma mesa grande para todos se sentarem. Como você quer ser um bom jogador, leia e estude as regras do sistema antes do dia do jogo, desta forma você já chegará sabendo mais ou menos o que você vai ser e o que pretende fazer no jogo. Ler as regras também previne você de fazer burrices durante o jogo (coisa bem comum pra incitantes). Quando chegar o dia, crie seu personagem e prepare-se.

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Em Jogo

Dica I: Assim que tudo estiver pronto e você estiver em mesa, tente sempre arrancar uma descrição do mestre, quanto mais você souber, melhor para a sobrevivência de seu personagem. A orientação espacial do seu personagem é de extrema importância, pergunte sempre o que pode ser visto a sua volta caso a descrição do mestre não tenha sido clara, além disso, presente atenção nos NPCs que são postos em jogo… Lembre-se que há aqueles que nunca perdem a chance de enganar jogadores como você, isso foi mostrado no post Os jogadores não sabem de nada inocentes.


Dica II:
Caso ocorra uma batalha difícil logo no início do jogo, não lute sozinho! Fique sempre ao lado do seu grupo, querer bancar o herói pode acabar em caixão e vela preta para o seu personagem.


Treasure Chest Full of GoldDica III:
Garanta seu loot (ganho de itens). Às vezes fico incomodado com jogadores que, depois de uma batalha, nem sequer se lembram de verificar o cadáver do inimigo à procura de ouro, armas, tesouros e riquezas… Por isso faça a verificação a procura de tais recompensas, talvez você possa se dar bem. Entretanto se você tiver encontrado o corpo já morto ou um tesouro desprotegido, fique esperto! Se há um cadáver, alguém pode tê-lo matado, e esse alguém pode fazer o mesmo com você. Já no caso do tesouro desprotegido, não precisa ser um gênio pra desconfiar de armadilhas, né?

Dica IV: Se seu personagem for praticar algum crime, faça direito! Nem todos os locais tratam criminosos com prisão ou multa em dinheiro, a pena pode ser muito mais brutal. Novamente, isso pode acabar em caixão e vela preta.

Dica V: Se você tirar um valor baixo no dado, não peça para rolá-lo novamente! Isso enche o saco do mestre, e com o tempo ele pode ter desejo de matar seu personagem pra te deixar mais esperto.

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Cordialmente, Thomas Magno.