Arquivo da categoria: RPG-Geral

Informações gerais sobre Role Playing Game

Conflitos entre jogadores

Olá aqui é Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este post! Hoje o assunto é sobre sobre Role Playing Game e uma interessante dica para os mestres :D.

Pois bem, é muito bom mestrar um jogo de RPG e ver o grupo se ajudar enquanto avança na campanha, mas também há uma outra coisa bem divertida que o mestre pode fazer com o grupo… Por acaso você já incentivou um jogador a trair o grupo por alguma causa? É disso que falarei hoje!

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Criar um objetivo final que encerra a campanha como encontrar um tesouro, resgatar alguém, trazer paz a uma cidade e afins é algo comum. Mas no meio dessa campanha, às vezes, é bem divertido tentar algum jogador com algo que possa levá-lo a agir por conta própria e ficar contra o resto do grupo. Assim, faz-se de um jogador um vilão e faz com que os jogadores se envolvam em sangrentas batalhas entre eles mesmos. Essa separação do jogador traidor promove uma fragmentação do grupo e da história. Isso é bem legal pois o clima na mesa de RPG começa a ficar pesado e a morte de alguns dos jogadores começa a ficar cada vez mais provável (seja o corrupto ou o resto do grupo)… Não gosto de matá-los, tudo bem… mas neste caso vê-los preocupados e interessados pela própria sobrevivência é bem divertido (sem falar que evita que os jogadores fiquem vacilando). Aqui estão alguns modos de aplicar isso numa história:

  • Oferecer para o paladino do grupo a chance de “ir para o lado nergro da força”, e se tornar um cavaleiro negro ou alguma variante do mesmo. Tenho leve preferência a fazer isso com paladinos, pois geralmente se espera lealdade deles, mas pode ser feito com qualquer classe e raça (dependendo do sistema e das regras da casa). Outra parte boa de corromper um paladino é que lembra a história do Arthas em Warcraft III (clássica).

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  • Fazer algum jogador se tonar rei de uma cidade ou território inimigo, fazendo-o travar uma guerra com os outros do grupo. Essa opção é boa se todos os jogadores tiverem origem numa mesma cidade, assim eles provavelmente a defenderão do taidor até o último suspiro.

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  • thief2Convencer o ladrão do grupo a roubar o tesouro e fugir com ele, quanto todos acharem que vão acabar a campanha. Daí você pode usar isso para estender as aventuras do grupo um pouco mais, pois todos vão querer ir em busca da cabeça do ladrão. Para convencer o ladrão a trair o grupo, além das riquezas, tente deixá-lo mais poderoso com algum artefato mágico e dê a ele a aliança de um NPC, tornando mais justa uma futura batalha com o resto do grupo.

Aconselho que a traição do jogador ocorra mais pro final da campanha, quando todos estejam precisando se unir ou na após dois terços da história. Com a fragmentação do grupo tome cuidado, é difícil narrar duas histórias (ainda mais quando um não pode saber o paradeiro do outro), por isso é bom fragmentá-lo somente no final (se não vai ficar complicado de narrar).  Faça a narração alternadamente sem informar exatamente onde o personagem traidor está. Descreva os lugares mas não cite nomes e, se for necessário dizer algo que os outros não podem saber, diga em particular somente para o jogador que precisa ouvir (para evitar que os outros ouçam, é bom aumentar um pouco o volume da música e falar baixo, no ouvido na pessoa).

Seja a vitória do grupo ou do jogador corrupto, o importante é que todos se divirtam na sessão de RPG. Então é bom envolvê-los emocionalmente no combate e promover uma sensação de parceria entre os integrantes do resto do grupo e um sentimento de vingança associada ao traidor.

OBS: Um segundo caminho interessante seria promover uma segunda traição dentro do grupo, onde um outro jogador os deixaria e se aliaria ao corrupto… Nesse caso a coisa fica mais tensa ainda, seria bom fazê-lo numa guerra.

Bem, este foi mais um post sobre RPG, espero que tenha gostado e que tenha te ajudado. Se curtiu comente aí embaixo o que achou e as suas ideias, ficarei feliz de lê-las. Não se esqueça de curtir a nossa página no facebook e até a próxima!
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Thomas Magno

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Zumbis e RPG

Olá, este é um outro texto sobre RPG e eu sou Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este fucking post!

Pois bem, todos nós conhecemos zumbis certo? Nem que tenha visto uma vez num filme ou jogo, todo mundo sabe do que se trata e como é o roteiro de toda (ou quase toda) aventura que os envolve.
Geralmente é um grupo de pessoas que tentam sobreviver e resistir aos ataques desses monstros. Para isso, eles buscam refúgio, facas, pistolas, granadas, metralhadoras, Chuck Norris etc.

Então, já faz um tempo que o Sebastião me sugeriu dar um tempo com a clássica aventura de fantasia medieval… Ele propôs que fizéssemos um RPG de Apocalipse Zumbi e sugeriu um sistema chamado “Shotgun Diaries”. Eu particularmente nunca joguei um RPG de zumbis, mas tenho alguns planos e metas para aplicar…

1ª Meta:  Eu não pretendo fazer com que os jogadores encontrem armamento no primeiro buraco que eles se esconderem. Eu simplesmente acho meio ridículo jogos de zumbis em que há todo tipo de arma e munição em qualquer canto (já reparou nisso? É só começar o apocalipse zumbi que aparecem armas até nas escolas, hehe)…
Pretendo bancar a época do “Resident Evil 2”, quando você tinha que se virar com poucas armas e balas. As armas serão mais facilmente encontradas em locais específicos como departamentos de polícia, quartéis do exército e afins… Isso fará os jogadores pensarem duas vezes antes de gastar balas.

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2ª Meta: Após um bom tempo de jogo, os jogadores poderão encontrar um grupo de sobreviventes ligados ao exército. Junto a eles,  será possível preparar uma guerra contra os zumbis. Mas a guerra não perdoa falhas, em outras palavras, se o plano deles der errado, tudo pode acabar.

3ª Meta(nfetamina): Não vou restringir o arsenal de meus jogadores a armas comuns. Será muito difícil encontrar, mas haverá um local na cidade com um galpão de armas químicas e roupas especiais para utilizá-las…

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Isso que acabei de dizer não é nenhum tipo de spoiler e nem estragará as aventuras dos meus jogadores, é apenas um preview de tudo. Muito ainda acontecerá! Erick, Caio, Sebastião, Arthur e Matheus, melhor que fiquem bem espertos na próxima aventura hehe.

Se você gostou desse post não se esqueça de compartilhar e comentar. Obrigado e até a próxima ^_^

Thomas Magno

Primeira vez que joguei RPG de mesa!!!

Pois bem, aqui é Thomas Magno, o Dungeon Master que lhe escreve este post! Hoje falarei da primeira vez que joguei RPG!

Eu era muito ridículo, pois carecia de experiência mas até que consegui ir melhorando com o tempo… Enfim, vou começar do momento quando meu irmão me apresentou-me e explicou-me como jogar RPG. Era um belo dia quando eu decidi ir a casa de meu mano mais velho. Na ida, enquanto ele me levava de carro, ele me contou que quando ele era moleque costumava matar as aulas de educação física para jogar RPG com os amigos. Eu, curioso, demonstrei interesse e ele prosseguiu falando das aventuras que ele tinha EM SALA DE AULA (aquele momento no final do ano que você tem nota suficiente pra tirar 0 na próxima prova).

OBS: Eu não aconselho vocês a fazerem isso se não se sentirem seguros com suas notas, pode dar uma treta imensa! hahaha.

Segundo meu irmão, ele se juntava com os nerds RPGistas no fundo da sala. Aí eles levavam dados e narravam a história por bilhetes… Diz se o cara não era um ninja pra jogar isso em sala na base dos bilhetes. Enfim, não vou me aprofundar nisso pois faz muito tempo que tivemos essa conversa e eu posso acabar me equivocando. Eu lembro apenas que, depois disso, ele me explicou o que é o RPG de mesa.

meme_pcDepois eu cheguei na casa do meu irmão e, durante a noite, ele ficou na frente do PC preparando umas fichas, roteiros e monstros. Eu desconfiei, mas fiquei de boa, preparei meu colchãozinho e fui dormir. No dia seguinte, nós saímos e fomos ao shopping, lá ele acabou encontrando com um velho amigo dele. Meu irmão então sacou umas fichas, uns dados e papéis… Enfim, começamos a jogar!

O primeiro jogo

Ah, quem diria que meu primeiro contato com RPG de mesa seria num shopping, na mesa de uma cafeteria! Meu irmão tinha bolado uma trama em que, no universo daquela aventura, os elfos haviam perdido suas alianças e a existência de sua sociedade era ameaçada pelos orcs. A linha tênue entre a  paz e a guerra que arrasaria a raça élfica estava quase se rompendo… Confesso que eu sempre gostei dos elfos então me senti um pouco nervoso e disposto a salvá-los quando ouvi isso. Meu irmão era o mestre, eu e o amigo dele éramos jogadores, um arqueiro e um guerreiro.

cidadeComo eu e o amigo do meu irmão éramos elfos, decidimos ambos salvar a nossa sociedade. Meu maninho começou a narrar… Nós estávamos (na história) frente aos muros de uma cidade, vestindo um capuz para esconder nossas orelhas (símbolo de um povo perdido). Lá adentramos a procura de um velho estudioso que defendia nossa raça e poderia nos ajudar a recuperar as alianças de nosso povo. Para nossa infelicidade, tal homem estava na parte mais interna da cidade que era protegida por altos muros e tornava muito difícil a nossa passagem.

– Vocês avistam uma mulher com aparência nobre aproximar-se.- Disse meu irmão.

– Eu peço licença e começo uma conversa- Respondi, mas logo ele pediu que eu rolasse um dado para averiguar se eu pareceria convincente em minha abordagem. No fim das contas ela me deu ouvidos, e eu perguntei o que havia na parte mais interna da cidade.

– Nada que interesse a um grupo de estranhos encapuzados- Respondeu ela com olhar grosseiro e cheio de suspeitas.

Eu reagi da forma mais idiota possível quando percebi que não poderia adentrar lá convencionalmente. Decidi que nós, de alguma forma, pularíamos o muro. Então, depois de tomar tal decisão eu fiz essa tola pergunta àquela mulher:

– Eh… Bem… você saberia me informar se há muitos guardas na parte mais interna dessa cidade? Se por acaso eles perceberiam alguém pulando o muro? E aliás, qual a pena por invasão aqui?

digitando

O Gif acima é você lendo o que eu perguntei àquela mulher (ou não). Não precisa ser um gênio para ver que essa não foi a melhor pergunta que eu podia fazer, né? Essa foi a coisa mais suspeita que eu poderia ter dito naquele dia. Pois bem, a mulher ameaçou chamar os guardas se eu insistisse no assunto.

Após isso eu não me lembro exatamente do que aconteceu (tenho vagas lembranças de que nos metemos em encrenca), mas lembro que nós não terminamos a nossa aventura. Nesse dia eu aprendi a gostar de RPG e a ser menos suspeito quando fizer uma abordagem daquelas… Devo agradecimentos a meu irmão, Magnun, e ao amigo dele (também meu amigo) Leandro.

Por hoje é só galera, se gostaram desta trágica (porém nostálgica e necessária) história, divulguem e comentem o que vocês acharam da minha pergunta àquela vagabunda  nobre dama.

Thomas Magno

Sobre RPG

 

Olá eu sou Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este post!

Pois bem, hoje resumirei uma das maravilhas do mundo em poucas palavras.

Vgrimorioocê já leu um livro e sentiu vontade de fazer parte da história? Eu não diria que é impossível, há um jogo em que você e seus amigos criam um personagem e começam a interagir com uma história oralmente relatada. Ou seja, é como ser um personagem de um livro em que o final ainda está sendo escrito pelas sombras de seus atos, a cada ação o final pode tomar outro rumo.

Esse jogo é o RPG, a mais clássica diversão para a sociedade nerd. Todo o bom nerd já jogou pelo menos uma vez. Tal diversão consiste num jogo de interpretações, onde você interpreta um personagem. Você deve interagir com os elementos de uma história e trilhar seu caminho.

mestreNo jogo de interpretações há uma pessoa que se assemelha ao narrador de um livro, ele diz tudo o que acontece e como acontece, ele só é impedido de influenciar no livre arbítrio dos personagens. Essa pessoa é o mestre, também chamada de “Dungeon Master”. Ele diz tudo o que ocorre, se seu personagem está em algum lugar (suponhamos uma floresta), ele dará a descrição espacial e sonora, ele dirá a altura das árvores, o tipo de vegetação, se há algum fruto comestível, se há rios etc. As descrições do mestre serão a visão, audição, tato e paladar do personagem.

Já os personagens (controlados pelos jogadores) fazem toda a interação com o a história narrada. Mas eles têm algumas limitações e informações que precisam ser estabelecidas, por isso há uma ficha com essa função, a chamada ficha do personagem. Nela ficará escrito o nome, idade, sexo, profissão, aparência, raça (humano, elfo, orc, etc), classe (guerreiro, arqueiro, ladrão etc) e informações diversas, como:

  • Pontos de vida (quando chegam a zero, o personagem morre)
  • Pontos de Magia (caso o RPG tenha tema de fantasia, esses pontos serão utilizados por magos, feiticeiros e afins)
  • Atributos (Força, inteligência, resistência, vontade, agilidade etc)
  • Nível (Indica a experiência)
  • Mochila (onde fica guardado os itens e armas do personagem. Ter isso anotado faz com que o personagem se lembre de tudo que coletou em sua aventura)

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Há diversas informações na ficha, mas os citados já são o suficiente pra lhe dar uma noção de como é o jogo (o post ficaria muito grande se eu fosse explicar todos). O RPG possuirá estes dois tipos de pessoas, os narradores e os personagens. Geralmente há de 3 a 6 personagens e 1 mestre (narrador). Os jogadores criam seus personagens, montam suas fichas e o mestre começa a contar a história. Conforme a história vai se desenrolando, é provável que os personagens passem por testes ou desafios como: escalar um muro muito alto, tentar dar um mesa rpggolpe difícil, esquivar-se de algo etc. Para esses momentos é necessário recorrer aos valores aleatórios de dados! Há vários tipos de dados, desde aqueles com 4 lados àqueles que têm 20 ou mais. Se o personagem quer atingir um soco em alguém, por exemplo, seria necessário ver o atributo de agilidade (escrito na ficha) e depois, se ele acertar, deveria verificar-se sua força para poder calcular o dano provocado em sua vítima. Aliado aos dados da ficha, geralmente se joga dados para ver se ele conseguiu mesmo efetuar tal soco e depois para calcular a intensidade do dano.

Em diversas situações utilizam-se dados e as informações da ficha para dar continuidade a história, pois basicamente TODA ação pode falhar, mesmo o melhor arqueiro pode errar a flecha (por isso utiliza-se dados, que abrem possibilidade às falhas), mas é claro que as chances de errar são menores que as de um iniciante (por isso verifica-se o talento dos personagens na ficha). Resumindo, a combinação do que está escrito na ficha e os números dos dados
equivale à habilidade e as chances de errar, isso tudo dá um tom de realismo ao jogo de RPG e modera o poder dos personagens. Você deve está pensando que também há outro poder a ser moderado, o do Dungeon Master, correto? Pois é, como ele é um “narrador”, ele poderia simplesmente forçar a história e acabar matando os personagens, mas ninguém iria querer joga134208_mesa-de-rpgr com um cara desse. Esse tipo de mestre é chamado de “Meste Apelão” (pelo menos sempre ouvi essa expressão por onde eu moro, se você conhece outro nome deixe aí nos comentários :D), ninguém quer um cara desse então garanta que seu mestre tenha bom senso das coisas e não conte uma história ferrada só pra te matar. O papel do mestre é criar uma história bacana com uma trama interessante e botar o grupo de personagens para encarar a campanha criada, eles deverão passar por cavernas, castelos, florestas e enfrentar um vilão principal (se ele existir).

OBS: Geralmente RPG se joga com os amigos todos sentados ao redor de uma mesa, que estará cheia fichas de personagens, livros de regras, dados, papéis, borrachas e lápis.

Hoje em dia, há RPGs para computador como Skyrim, Oblivion, Diablo, Legend of Grimrock e outros. O ponto negativo é que eles estão limitados pela programação do jogo, já o clássico RPG de mesa é apenas limitado pela criatividade do mestre. Existem portanto infinitas aventuras possíveis para serem narradas.

Com essas combinações, o mestre narra historias fantásticas para seus jogadores, levando suas mentes a universos mágicos como a famosa Terra Média, as terras de Arton, Nárnia, Hyrule, Skyrim, Cyrodiil e outros. É uma forma de interpretar um personagem que seja a semelhança daquilo que você sempre quis ser.aventureiros

Você deve estar pensando “Mas então RPG sempre fala de uma história Medieval e Fantástica?”… Pois é, na verdade não, existem vários temas para contar uma história. O lance é que classicamente o RPG segue essa temática com magos, guerreiros, sacerdotes e afins… Mas existem  alguns outros temas como: apocalipse zumbi, super sentai, cyberpunk,  vampiros,  e vários outros.

Para facilitar a vida do mestre e dos jogadores, há o que nós chamamos de sistemas, cada sistemas trará algumas regras e um tema próprio.

Com isso eu me despeço, queridos leitos. Se você ainda não jogou RPG, o que está esperando? vá logo chamar seu amigo nerd e divirta-se!!! Aventuras, monstros e terras distantes esperam seu bravo personagem :D!

Cordialmente, Thomas Magno

 

Para Mestres Químicos!!!

professor-de-QuimicaSe você é mestre e é apaixonado por química, somos dois! sou Thomas Magno, o mestre que lhe escreve este  post!

Pois bem, um belo dia decidi nomear poções misteriosas com o nome que, em minha opinião, de fato mereciam. Um exemplo foi deixar de utilizar “veneno corrosivo” ou coisas do tipo para utilizar ácidos fortes, como ácido sulfúrico (H2SO4), ácido clorídrico (HCl) e outros. Para compostos com aparência de pequenos cristais pode-se utilizar bases ou sais, lembrando que há sais de caráter ácido, neutro e alcalino.

 

“Mas, como infernos isso seria útil numa partida de RPG???”250px-PotionofMinorHealing Como? Não é lógico? A partir do momento q você possui ácidos e bases, você pode brincar de fazer reações de neutralização (aí depois é só chamar de alquimia e diz q transformou 2 compostos em um terceiro por magia!). Pois bem, contar-lhe-ei um exemplo.

O grupo andava por uma escura caverna, Sebastião (o então paladino do grupo) encontrou pequenos fragmentos sólidos em uma caixa vedada. Ele me pediu uma descrição e logo lhe disse que era um item de coloração branca e teor alcalino. Após Erick (mago e alquimista) analisar o composto ele chegou a conclusão que era hidróxido de potássio (KOH). O grupo não ligou muito e continuou andando. Tempos se passaram e eles se depararam com uma sala onde encontraram uma criatura enorme e poderosa, uma coruja gigante, que era aliás, o espírito da sabedoria.

Tal espírito, descontente com eles tentou lhes matar agitando suas asas e tentando provocar o colapso da caverna. Para a sorte do grupo eles conseguiram se esconder em uma outra sala, mas ficaram presos lá… O pior ainda estava por vir, logo lhes contei que a sala estava se saturando de dióxido de carbono (CO2), por causa da respiração deles. CO2 é um óxido de teor ácido que, se inalado, provoca alterações no PH do sangue e leva à morte. Os jogadores logo tentaram encontrar uma saída onde eles estavam (e iriam encontrar, o problema era o tempo que eles tinham… Não podiam ficar respirando dióxido de carbono daquela forma, eles iam morrer!). Para nooooooossa alegria!!! a alegria dos jogadores, Caio (ranger nessa aventura) tem a grande sacada e grita “abre a caixa de KOH!”, nos últimos minutos de vida. No final das contas, com a adição de hidróxido de potássio ao meio, neutralizou-se a acidez do dióxido de carbono e eles tiveram mais tempo de vida, que os possibilitou encontrar uma  passagem escondida.

Eu sei que esses conceitos químicos nem de longe existiam na era medieval, mas foi muito divertido e nem teve tanto ar de off topic. Na minha visão teve mais benefício (por conta da tensão e elevação intelectual dos players no meio do jogo) do que prejuízos (pela não existência de tais conceitos na época). Se mesmo assim encherem o saco, diga que os alquimistas fizeram, no universo do jogo, um estudo aprofundado à respeito e que esses conhecimentos já estavam disponíveis em um célebre livro de alquimia 😀 .

OBS: Para poções com efeitos mais “exóticos”, como recuperar vida e mana, diga apenas que é uma mistura muito rica em compostos orgânicos e dotada de poderes sobrenaturais.

Cordialmente, Thomas Magno (Mestre do jogo).